segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cuba deve discutir uniões homoafetivas em 2011


Alberto destacou avanços em Cuba
O Parlamento de Cuba deve discutir em julho de 2011 o reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo, segundo anunciou Alberto Roque, representante do Centro Nacional de Educação Sexual (CENESEX) do governo cubano, em um debate sobre políticas públicas durante a 25ª Conferência Mundial da ILGA, realizada neste mês em São Paulo.

De acordo com ele, não deve ser fácil, pois existe oposição à discussão, que está inserida na reforma do Código da Família. O Parlamento vai decidir se casal continua sendo apenas aquele formado por um homem e uma mulher ou não, se um casal pode ser de dois homens, duas mulheres, etc.

Para Alberto, “ao contrário do que crê o imaginário coletivo”, Cuba tem feito importantes avanços com relação à cidadania LGBT. Ele cita como exemplos a implementação da Estratégia Educativa pelo Respeito à Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero, as Jornadas Cubanas contra a Homofobia (realizadas já há três anos), a articulação de redes para a saúde das mulheres lésbicas e auxílio para a readequação sexual de pessoas trans.

A 25ª Conferência Mundial da ILGA foi realizada no Hotel Shelton Inn, centro paulistano, entre os últimos dias 4 e 9 com uma programação cheia de debates, votações e tempo dedicado a uma reforma constitucional da ILGA. O evento elegeu ainda a sede da próxima conferência mundial, que rola em 2012 em Estocolmo, na Suécia.

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